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5 de abril de 2014

Noé, Transformes, Ghost, Quarteto Fantástico ou Caverna do Dragão?


Antes que Noé fosse exibido no Brasil, meus amigos americanos e brasileiros lá residentes me enviaram e-mail´s, mensagens e postagens sobre o filme decepção do ano para muitos cristãos.

Baseada na história bíblica do Antigo Testamento, os personagens decaídos mais pareciam integrantes do filme Transformers. Confesso que fui ver o filme mais pelo que sempre fui ao cinema: arte, direção, roteiro, efeitos especiais, figurino e atores. No entanto, confesso, que como cristã... É herege, satanista, pagão, humanista e muito... Muito distorcido biblicamente.

São 138 minutos que parecem que emocionam, mas nem a música é boa. O cineasta Darren Aronofsky fez uma leitura muito pessoal da história bíblica. A presença dos anjos decaídos como uma nova versão dos homens de pedra (devem ser parente do “COISA” do Quarteto Fantástico) que, por pouco, não tomaram a posição de protagonistas no lugar do zangado Noé, teve uma leve sensação de super-heróis querendo salvar a humanidade. São eles que ajudam Noé a construir a arca.

O cineasta do filme é mais conhecido pelo prestígio obtido no filme Cisne Negro (2010), que causou polêmica também. No filme Noé, Aronofsky tentou humanizar o personagem, colocando-o como um homem cheio de culpa, medo e raiva, que apenas cumpriu uma tarefa divina.

O tempo todo, o filme tenta demonstrar que o homem nasce por uma razão e deve cumprir a tarefa divina: será que só eu percebi o tom espírita do filme? Só faltou falar que temos que fazer “passes” e chegar ao “Nirvana” budista. Isto é, o tempo todo o filme não retrata Noé como um servo escolhido de Deus para pregar à humanidade, que precisava se arrepender, pois o mal pereceria pela água...

O filme faz a viagem inversa, demonstrando que Noé é apenas um homem, que não foi escolhido porque é bom, mas porque conseguiria realizar a tarefa do Criador.

Vamos falar dos atores? Noé (Russel Crowe) parece que não esqueceu seu personagem no filme O Gladiador e sua interpretação é fraca. Na verdade, decepcionante! Naameh (Jennifer Connelly) é a minha surpresa. Atriz que participou de filmes fracos e recebe esta oportunidade, desenvolve brilhantemente o seu papel. É a melhor em cena! Não duvido ser indicada ao Oscar. Quanto aos outros atores, os filhos Sem (Douglas Booth) – LINDO DEMAIS!; Cam (Logam Lerman – Percy Jackson e o Ladrão de Raios) e Jafé (Leo McHugh Carroll), mais a filha adotiva Ila (Emma Watson – Harry Potter) – que me surpreendeu também. Tem talento a menina e deixou o pequeno Harry muito longe de sua interpretação.

Que tal falar dos animais? Houve baixas! Acreditam nisso? O roteirista devia tá com dor de barriga quando escreveu estas cenas. Gente... Os bichos entraram em pares e foram alucinados por incensos para dormir, sem direito a ações fisiológicas ou ações de medo devido à enxurrada. Os animais dormiram o tempo todo e alguns foram devorados por um intruso na ARCA!

Ops! Intruso? Isso mesmo! Houve um intruso na Arca de Noé e ele era carnívoro, comendo vários animais durante os 40 dias e 40 noites. Vai deturpar a Bíblia assim no Inferno! Se já não bastasse a presença dos seres gigantes, que receberam recompensa e foram recebidos novamente no céu, me vem esta parte histérica sobre os animais ficarem sem seus pares.

A raça humana, dominada pela ira dos descendentes de Caim, não terá vez. Não adianta que haja inocentes. Não tem direito a arrependimento. São destruídos juntos! Os poucos homens que restam após a luta sangrenta com os decaídos, tentam, a todo custo, também entrar na arca.

Acreditem... Matusalém (Anthony Hopkins), avô de Noé, um personagem um tanto sobrenatural mais parecia o Mestre dos Magos do desenho Caverna do Dragão. Eu ri de me acabar na sala de cinema. Aliás, parabéns Kinoplex do Shopping Tijuca no Rio de Janeiro, cada vez mais um ótimo atendimento.

Voltando ao filme, confirmo... Não é filme para novo convertido. Nem de longe tem dados bíblicos que mereça atenção. É só uma ARTE DO CINEMA que abusou da boa vontade de cristãos como eu. O diretor criou uma narrativa forte, porém fraca em diálogos. A melhor parte se dá no dilúvio, como não poderia deixar de ser, que só ocorre após uma hora e 15 minutos de filme. Isto é, demorou demais!

A construção da arca parece ter sido fiel a Bíblia e leia-se, sou chata com detalhes, pois conforme está escrito, era imensa, de madeira, em formato de retângulo e nem de perto pareceu àquela porcaria mostrada no filme “A Arca de Noé” com John Voight. Logo, não tem nada a ver com as outras produções.

Outra parte marcante no filme foi Noé falando sobre a Criação. Nossa! Foi o toque de Satanás purinho. Distorceu muito o quê está escrito na Bíblia. Adão e Eva com corpos transformados em seres de luz me fez lembrar de Ghost. Nossa! Surreal!

O personagem antagonista era a representação dos descendentes de Caim numa versão futurista muito louca, onde a manobra se dava com fins de “eu subirei ao céu acima das estrelas de Deus” – Isaías 14.12-13. Sim, a comitiva dele era imensa e inverteu a mensagem.
Coisas que, como cristãos, não devemos aceitar de forma alguma:

1 – Os anjos decaídos jamais terão redenção. Já estão condenados, por isso, é inaceitável que eles tenham ficado bonzinhos e por ajudarem Noé tivessem direito ao retorno ao céu;

2 – Deus, que em nenhum momento é citado como Deus e Senhor, é visto apenas como um Criador que largou a humanidade à própria sorte.

3 – Noé nem de perto levou salvação às pessoas, ao contrário, quis que todas morressem. Era um isolado. Detestava multidão. Ficou egoísta e insensível.

4 – A atitude de Cam contra o próprio pai foi dada como certa e justificável. Ai para gente! Pára tudo! O garoto já tinha essência do mal no filme e pode ser visto nas cenas enquanto é pequeno.

5 – A pior de todas: a Arca, que na Bíblia é selada por Deus por dentro e por fora recebe um buraco e um invasor. Cruzes! Nem de perto mereceu a construção. Cuidado hein gente, se não selar seu coração com a palavra de Deus, você sairá do cinema meio doido igual o diretor. Kkkk

Sério! Como filme, é perfeito nos efeitos especiais. É ridículo no figurino. É detestável no roteiro. É imundo nas cenas e é péssimo no desenrolar do enredo.
Como fonte bíblica! Nem pensar!

É demoníaco sim! E leia-se: NÃO SOU FANÁTICA! NÃO TENHO NADA CONTRA CINEMA! NÃO TÔ NEM AÍ PRA QUEM ACHA QUE MINHA ANÁLISE É PÉSSIMA.
O filme é filme e nada mais!

Agora! Sou totalmente contra qualquer líder que leve seus membros a verem o filme como sendo um filme bíblico e com boas coisas a mostrar. NÃO É!

Talvez, você tenha estrutura para ver e não se contaminar, mas o ideal é que nenhum novo convertido vá assistir sem antes ter uma boa aula sobre o dilúvio, senão será mais um a afundar nas águas da tormenta e pode até ficar sem ar e com os pulmões cheios de sujeira.

Não posso me calar! Seria injusto com o que acredito. EU ACREDITO NO QUE ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA E PARA MIM... FILME É FILME, MAS NÃO MEXA COM A PALAVRA DE DEUS.


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