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5 de novembro de 2013

PATRÍCIA TELLES - CHOQUE CULTURAL: O OUTRO LADO DO CÉU.



O que é abrir um trabalho missionário do nada? O que é abrir um ponto de pregação apenas com a própria fé? O que é dar início aos cultos em que não há mais ninguém na igreja a não ser o próprio missionário e sua família? Não há membros, não há dizimistas, não há músicos, não há grupos de louvor ou departamentos... Só há você, sua família, Deus, Jesus e o Espírito Santo.

O desejo de quem vai para obra missionária é o mesmo em todos os corações: ganhar almas para Cristo. No entanto, será que todos estão preparados para frequentar uma igreja vazia? Será que todos estão preparados para os choques culturais? Será que todos estão preparados para quando chegar o dia de pagar o aluguel ter que orar e acreditar no sobrenatural de Deus, porque a igreja mantenedora atrasará no envio?

Isso, principalmente, para os que insistem em sair sem o aval ou conhecimento prévio de seus pastores é um erro. Não é possível que um missionário que almeja a Obra de Missão saia pensando em pregar, pregar e pregar sem se dar conta de que precisa administrar.

Hoje, lemos numa Rede Social, um desabafo de uma missionária que nos incentivou a escrever este texto. A serva de Deus perguntava se era possível um missionário, com chamado, se dar conta ao chegar ao campo de missões de que não se adapta a Cultura local. Muitos foram os comentários, mas em nenhum achamos uma resposta plausível. Infelizmente, isso acontece muito!

No livro A Missão de Enviar – Como sustentar o seu missionário, Neal Pirolo demonstra em um gráfico oito pontos importantes por qual o missionário enviado a um país estranho passa.

1 - “Chamado pessoal de Deus”;
2 - “Confirmação do chamado pessoal”;
3 - “Data de Partida”;
4 - “Percepção da realidade”;
5 – “Recuperação da visão”;
6 – “Estabelecimento da data de retorno”;
7 – “Data de retorno”; e
8 - “Reativação do ministério”.

Isto é, o tempo de cada um desses estágios não é igual de uma pessoa para outra, pois depende das circunstâncias. No entanto, Pirolo defende que o próximo estágio é inevitável e cada missionário passa por cada uma delas inevitavelmente. Logo, a resposta correta a pergunta da nossa irmã seria que o missionário em questão, não foi preparado para estar no campo de missões, mas foi na sua própria emoção.

Infelizmente, a maioria dos missionários não gosta de citar as experiências que possuem com o CHOQUE CULTURAL, pois esta vai do êxtase ao mergulho profundo da depressão.

Myron Loss em seu livro Choque Cultural – Lidando com o estresse em um ambiente transcultural afirmou que “Qualquer missionário honesto lhe dirá que o primeiro período envolve um estresse considerável”. Primeiro, porque a mudança inicial é de emprego; segundo, a questão geográfica que causa insegurança; terceiro, a aquisição da nova língua; quarto, a condição financeira; e no caso dos casados, o nascimento de filhos e as questões com o casamento que costumam gerar conflitos que, se forem mal administrados,  gerarão não só estresse, mas o retorno antecipado da Missão que deveria chegar com frutos e não com péssimas recordações.

Nós, do Blog Uma Visão Missionária sempre procuramos postar sobre a necessidade de TREINAMENTO a quem foi despertado ao CHAMADO MISSIONÁRIO. Infelizmente, em quatro anos de existência de nosso BLOG, temos constatado que estudar sobre o local que se deseja estar não é muito útil aos supostos futuros evangelistas. Isso é um erro grotesco! É preciso estudar sim! É preciso ler a Palavra de Deus, estudar sobre o local e adquirir conhecimento de livros que contenham experiências de outras pessoas que passaram pelas mesmas adversidades.

Entendam: a importância do envio de um missionário é crucial antes mesmo de enviá-lo. Precisamos ver como o candidato (a) se encaixa no quadro que Deus quer pintar no local de envio. Não adianta enviar um casal que tem problemas de comunicação na igreja, porque eles serão problema no campo. Se não se comunicam com os membros aqui, não o farão lá.

Lembrem-se: A mensagem do Evangelho jamais muda. Nós é que mudamos constantemente. Precisamos estar alicerçados na Palavra de Deus para não nos vermos em declínio espiritual. Quando houver necessidade de sermos enviados a um local sem nenhuma perspectiva visível de acolhimento, se tivermos tido treinamento, o chamado aflorará e poderemos gerar discípulos adoradores de nosso Senhor Jesus Cristo.

Veja a passagem de Atos 8. 26-38, na pregação de Felipe, que teve Jesus como Mestre e pregou a uma única pessoa:

“E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta.
E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração,
Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías.
E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro.
E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?
E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.
E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca.
Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.
E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro?
Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.
E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?
E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou.”

Ainda que a igreja só contenha sua família, ainda que os bancos estejam vazios, ainda que você não enxergue os frutos de sua voz no microfone ecoando nas ruas, ainda que o sentimento de SAUDADE insista em lhe afetar, saiba que Cristo tem um Plano de Salvação para as pessoas que você abordará. Lance de estratégias valiosas na hora de evangelizar e saiba que Deus vai cuidar de você. Utilize-se da Tecnologia. Comunique-se, crie laços, consiga recursos voluntários e mostre o que tem feito. Ainda que entre uma única pessoa, cuide dela como se fosse um filho seu. Deus cuidará do resto.

VALE A PENA SER ASSISTIDO:
"O outro lado do céu"


Sinopse: Nos anos 50, jovem missionário embarca em uma longa viagem com os nativos da ilha Tongan. Ele deixa para trás a noiva e sua família. Por todo período, escreve para seu amor relatando suas aventuras para sobreviver em uma terra desconhecida, cheia de desafios e barreiras. Ao mesmo tempo, o jovem descobre a cultura e faz amigos nos três anos que passa longe de casa.



Obs.: Para evitar conflitos e facilitar o entendimento. O filme acima não é evangélico como é postado no Youtube. Ele refere-se a Seita dos Mormóns. Está indicado como "Vale a pena ser assistido", apenas como efeito de entendimento a questão do CHOQUE CULTURAL.

FONTE:


Bíblia Sagrada - Harpa Cristã. Rev. e Cor. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. 1536p.

LOSS, Myron. Choque Cultural - Lidando com o estresse em um ambiente transcultural. Trad. Márcio Cruz. Minas Gerais: Horizontes: 2005. 192p.

PIROLO, Neal. A Missão de Enviar - Como sustentar o seu missionário. Trad. Hans Udo Fuchs. Londrina: Descoberta. 2005. 229p.
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