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1 de janeiro de 2012

Complexo de São Carlos - Um desafio missionário.


PRIMEIRO DIA DO ANO!
PRIMEIROS PENSAMENTOS...
PRIMEIRAS METAS...
PRIMEIRAS ATIVIDADES...

O ano virou e nas primeiras horas de 2012 o "ar missionário" aflorou ainda mais em minha vida. Sinto que Missões está cada dia mais intenso. O relacionamento amigável e respeitoso que absorvi e criei ao longo de 2011 com muitos missionários que conheci me provaram que Missões é uma necessidade mais que real... E isto se reflete em minha família também.

Neste mês de janeiro devido a indicação e intimação do dirigente da congregação que participo, Pb. Gesiel Freitas, e pela minha capacidade em lidar com Missões... Assumo este departamento que ficou durante quase dois anos sem funcionar adequadamente na Congregação de Coronel Travassos que fica localizada na Comunidade Pacificada São José Operário no Complexo de São Carlos no Estácio, bairro próximo ao centro urbano da cidade que resido, Rio de Janeiro.

Bairro São José Operário.
Ao fundo, presídio demolido pelo Estado.
Hoje é um criadouro de mosquitos
 devido as várias poças de água e lama que se criaram com as chuvas no Rio de Janeiro.
Não é uma novidade para mim assumir um departamento missionário. É a segunda vez que esta responsabilidade vem em nossas mãos.
Em 2009, juntamente com meu esposo, assumimos e criamos a SEMIJUVRio, na igreja evangélica Juventude de Cristo - Subsede Taquara em Jacarepaguá, bairro da Zona Oeste da cidade. Neste primeiro trabalho aprendemos muitas coisas boas e ruins e o que trazemos conosco é humildade para troca de experiências, determinação para colocar em prática evangelismos mais práticos e a responsabilidade de gerar discípulos à Cristo apoiando o discipulado da igreja.

Por quê?
Porque as necessidades sociais no Complexo de São Carlos são enormes!
São tão grandes e importantes que percebi que evangelismo de entregar folheto não causa efeito algum por aqui. Um ou outro lê. Sempre encontro vários jogados pelo chão quando subo até ao ponto final das kombis e motos, transportes alternativos da comunidade.
O evangelismo pessoal é que causa impacto no São Carlos. O discipulado é que firma as pessoas na presença do Senhor. Ninguém aqui quer ganhar papel. Os moradores do Complexo já estão cheios de promessas de políticos e já estão saturados de promessas de pastores que afirmam em seus evangelismos de dia certo (sábado ou domingo) de que a vida delas vai mudar para melhor se visitarem suas igrejas. 

  1. Vira ano e sai ano e as pessoas continuam em seus barracos, com vala correndo a céu aberto e crianças andando descalças em meio a caramujos africanos no alto do morro;
  2. Vira ano e sai ano e as pessoas, principalmente as crianças e os idosos, lotam o posto de saúde mais próximo com sintomas de gripes fortes, pneumonias e até tuberculose, porque moram em casas cheias de umidade. Muitos barracos são feitos um por cima dos outros ou colados uns nos outros o que dificulta o acesso a luz solar. Idosos e jovens que se cansaram dos crentes que entram em suas casas, oram em suas salas e nunca mais voltam só deixando um folheto com o endereço de suas igrejas;
  3. Vira ano e sai ano e as pessoas continuam magoadas com dirigentes de congregações se enclausurando em suas casas, dando um tempo para Deus como se a mágoa que possuem fosse mudar algo no quadro que se apresentou à vida de cada uma delas;
  4. Vira ano e sai ano e muitos crentes ficam "magoadinhos", porque o pastor ou o dirigente tirou o cargo que exerciam em suas congregações... Ficam de "birrinha"... Uma birra tão infantil quanto uma criança que leva um pacote do tráfico de um lado para outro achando que já cresceu sem saber o que carrega.


É preciso evangelizar com estratégia.

É preciso mudar essa rotina de entregar folheto sem uma ação social pertinente por trás deste folheto.
"Nosso Deus, nosso Salvador não é fim de feira" como diz o Diácono Edson Telles, meu esposo em suas pregações. Nosso Deus é um Deus que muda o quadro de uma vida quando esta está disposta a mudar e deixa que outras pessoas a ajudem neste processo.

É preciso subir o morro carregando muito mais que revistas como os membros de uma certa seita fazem aos sábados, batendo nas portas às oito da manhã em ponto ou entregando  jornais aos domingos como fazem membros de uma igreja neo-pentecostal.

Aqui no complexo há os mais abastados também, com suas casas de dois e três andares, suas geladeiras lotadas e seus carros na garagem... Que tem muitos eletrodomésticos e curte bons momentos em família, que tem plano de saúde e até dinheiro no bolso, mas não tem JESUS!

Ao longo de 2011, conforme eu subia o morrão e ia conhecendo suas vielas e ruas estreitas... Entrava na casa de alguns moradores e percebia que eles precisam muito mais que o pão de todo dia. Muitos precisam apenas de alguém que os ouça, que converse com eles... Há muitas pessoas com problemas psicológicos, com depressão, viciados em drogas lícitas e ilícitas que querem até seguir a Jesus, mas não aceitam segui-LO com vícios.

2012 é um ano em que Missões em Coronel Travassos tem um imenso desafio de trabalhar em conjunto com as demais congregações da ADECIN - Assembleia de Deus em Cidade Nova existentes na Comunidade.
Juntas, as congregações de Coronel Travassos, Ebenézer, Catumbi I e Catumbi II podem mudar um pouco da situação social das pessoas que abordarmos neste ano.

"O que nós desejamos é que olhem para nós não com olhar de piedade, mas que tenham respeito e tolerância quando vierem nos abordar com aqueles folhetinhos, pois tenho minha religião e não quero outra" disse uma moradora que abordei no local chamado "beco da malandragem".

"Nóis quer é oração pra que larguemo do vício, mas nóis num quer papel de vocês não." disse um dos rapazes do "movimento" com sua mochila cheia de entorpecentes.

Missões é entender a necessidade do próximo.
Trabalhar com Missões é ter estratégia.
Ter sucesso em Missões é realizar discipulado consciente.

Que venha 2012!
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