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20 de dezembro de 2011

MISSÕES EM ILHAS – UM PROJETO AUDACIOSO (Parte II).



Na primeira parte do tema "Missões em Ilhas", eu postei a vocês às necessidades de um missionário transcultural conhecer o local que vai evangelizar e como era a localização, clima, cultura e economia de uma ilha africana em que o missionário e Pr. Adenoelio do PROJETO REOBOTE EM GUINNÉ-BISSÁU insiste em pregar a Palavra de Deus. Neste caso, a Ilha de Bubaque em Guinné-Bissáu. 


Agora, lhes trago a parte final deste post com o texto do missionário Adenoelio e seu testemunho na evangelização em Bubaque.

TESTEMUNHO DO MISSIONÁRIO E Pr. ADENOELIO:

“Tenho um pequeno testemunho para contar. Era um culto numa aldeia chamada Ankadida, nós estávamos ministrando e quando eu olho para trás num lugar onde a luz era pouca, eu vi um foco de lanterna e algumas pessoas perto. Aquilo me chamou a atenção, porque elas não estavam voltadas para o culto que estávamos fazendo. Quando eu verifiquei o que estavam fazendo, eu vi uma pequena Bíblia, que eles acharam e estavam desfolhando-a e lendo como se estivessem descobrindo um tesouro. Com isso, percebi que realmente a palavra de Deus é viva e eficaz. Aleluia.


Nós queremos agradecer a Deus e a todos vocês que oraram por está viagem, porque tudo ocorreu bem. Nossa chegada em Orangozinho foi tranquila e fomos recebidos pelos obreiros nacionais, que estão responsáveis pelo trabalho nesta ilha. Os obreiros Justino e Carlos tem feito um bom trabalho, e nós estamos dando cobertura para eles. Em Orangozinho já tem uma igreja construída, que foi construída com a ajuda do missionário Anderson, que estava tomando conta do projeto no ano 2008 e 2009. Nós conversamos com os obreiros, e vamos ajudá-los a terminar a Igreja, porque ainda faltam a porta e a janela, o piso do chão e alguns bancos. Nós também queremos agradecer aos Pastores José e Sirlene que estão na ilha de Uno que nos emprestaram o bote deles, porque a canoa que temos está parada já alguns meses, porque precisa de uma reforma geral. Ficamos um dia e no outro dia nos prosseguimos viagem para Uiti.

No outro dia prosseguimos com a viagem para Uiti, desta vez a Adriana e a Missionária Walkiria ficaram em Orangozinho, porque a Adriana não estava se sentindo muito bem. A missionária Erica e eu, juntamente com os obreiros Domingos e Justino fomos até Uiti. Levamos duas horas de viagem até chegarmos em Uiti. Em Uiti, a Erica fez consultas e curativos, fizemos também contatos para começarmos o estabelecimento de uma igreja.



Fizemos uma reunião com os líderes da aldeia e eles aceitaram a nossa proposta para a construção de uma igreja, e chegaram a nos mostrar dois terrenos. Nós vamos orar, porque queremos que eles façam um documento de doação do terreno. Mas já conseguimos estabelecer dois dias para começarmos a fazer cultos em Uiti que é uma tabanca (aldeia) onde a maioria da população é muçulmana. Os dois obreiros de Orangozinho Justino e Carlos se dispuseram a andarem quase quatro horas para irem até Uiti para fazerem os cultos.

A seara é grande, mas poucos são os ceifeiros. Temos orado para Deus levantar ceifeiros nesse tempo, mas queremos agradecer a Ele, porque temos visto a sua poderosa mão nos sustentando. Estejam também orando pela escola de obreiros que vamos começar. Já temos inscritos 22 pessoas e temos fé em Deus que muitos ceifeiros irão ser despertados por Deus nesta escola. Aleluia.

É muito bom semear em vidas que não tem o mesmo privilégio que nós temos de conhecer o Senhor Jesus como os povos não alcançados. As nossas vidas foram marcadas nesse dia. O fato aconteceu no nosso retorno a Guiné-Bissau e ao chegarmos à ilha de Bubaque, especialmente ao culto na igreja, na aldeia de Etimbato.

Adriana e eu, junto com as missionárias Walkíria e Érica fomos recebidos com músicas que exaltam a Deus no toque do tambor e palmas. A entrada da Igreja até o púlpito estava forrada com pano no chão. No decorrer do culto, que estava com uma unção muito especial, fomos surpreendidos quando eles nos chamaram para irmos à frente da Igreja, nos sentaram em cadeiras, vieram com duas bacias com água e começaram a lavar o meu pé, o de Adriana e até o de Sara.

Depois começaram a vestir Adriana e Sara com roupas  típicas, da cultura e me deram um cajado feito de madeira, simbolizando, como se eles estivessem nos dando suas vidas para pastorearmos. “Uma semente caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta.” Vale à pena semear. Isso marcou as nossas vidas. Orem por este povo. 

Demos início ao nosso primeiro dia de aula na Escola de Obreiros na Ilha de Bubaque, Guiné-Bissau. Podemos dizer que Deus estava presente naquele dia, a alegria no rosto dos alunos, é a certeza de que Deus fará uma grande obra no nosso meio. A Escola tem 24 alunos inscritos, e funcionará em dois níveis: (nível 1 - iniciação e nível 2 - aprofundamento). No momento, a escola irá funcionar com aulas à noite, pois não temos condição ainda de funcionar em período integral. Porém a escola terá aulas práticas e teóricas, com duração de 1 (hum) ano. Cada aluno recebeu seu kit didático da Escola de Obreiros.

TESTEMUNHO DA ESCOLA DE OBREIROS


Este é o Lino, ele é um aluno da Escola de Obreiro, o Lino tem  uma história muito forte de alguém que tem muita fé. Na revista da MCM tem um testemunho dele onde fala da sua cura de uma doença (epilepsia), onde a pastora Marly e sua equipe oraram, e ele foi curado. Mas ele tem um problema de visão desde o ano de 2007, e hoje ele já perdeu quase toda a sua capacidade de enxergar. Mas assim mesmo, ele quer fazer parte da Escola de Obreiros. O Lino precisa de ajuda, ele tem que fazer uma cirurgia no olho, e em Guiné-Bissau, não existe recurso para essa cirurgia. Mesmo diante de toda sua dificuldade, ele, se esforça para estar presente nas aulas da Escola de Obreiros. Orem para que Lino seja curado!

Pr. Adenoelio e missionárias Adriana e Sara.
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