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20 de dezembro de 2011

MISSÕES EM ILHAS – UM PROJETO AUDACIOSO (Parte I).



Estes dias vi na Internet um projeto missionário muito interessante: PROJETO REOBOTE EM GUINNÉ-BISSÁU. Eu sei que pregar na África é mesmo muito difícil, porém não impossível devido aos vários relatos que recebo dos Missionários Beatriz Faria e Eliel Gomes que estão em lugares diferentes da África do Sul, da missionária Andréia Siqueira que viaja constantemente em missões para Angola, da missionária Maria do Socorro, membro de minha igreja, que já fez missões em Guiné-Bissau e que treina outra missionária a ser enviada em janeiro de 2012 para Cabo Verde.

Só que ao ler este projeto, eu me lembrei do culto missionário que dirigimos quando ainda éramos membros da Igreja Juventude de Cristo, na Subsede Taquara em Jacarepaguá, com o tema “Ilhas Salomão”. Neste culto falávamos sobre as dificuldades que os poucos missionários, que tomam coragem, possuem para pregar em ilhas. Ilhas, muitas vezes em lugares muito distantes da costa. Neste Projeto Reobote em Guinné-Bissáu revi este culto de forma mais clara e patente através dos missionários Pr. Adenoelio, Missª. Adriana e Sara que lá estão.



Estes valorosos missionários estão na Ilha de Bubaque que pertence à Guiné Bissau. Lá, nossos irmãos convivem com o povo Bijago tomando conhecimento de sua cultura, evangelizando e tentando participar da vida social deste povo levando um pouco de conforto aos que lá estão. Sinceramente, eu nunca ouvi falar sobre esta ilha ou povo. Uma vergonha para mim, pois amo Geografia. Sempre fui alucinada por mapas. Sempre gostei de ler aqueles nomes pequeninos que apareciam no meu, já aposentado, ATLAS GEOGRÁFICO e ENCICLOPÉDIAS que meu pai comprou parceladamente com muito esforço de um vendedor que nos abordou ao bater em nossa porta há muitos anos e “lá vai bolinha”.

Ao entrar em contato com o missionário e líder deste projeto de formação de novos líderes, Pr. Adenoelio, informando sobre meu interesse em divulgá-los, prontamente, nosso irmão nos enviou um e-mail com as particularidades deste lugar tão inóspito e distante do Brasil. Colocou-me a par das características da Ilha de Bubaque, sua geografia, clima, cultura, economia e religiosidade. Mostrou-me na prática o que sempre escrevo em alguns artigos sobre a importância do missionário ser transcultural e antropológico... Isto é, conhecedor do lugar e das pessoas que terá contato. Características que todo missionário deveria almejar possuir e que sempre que posso... Divulgo aqui.

A ilha de Bubaque , para quem não conhece, tem 48 km, sendo que 18km são pântanos alagados pelo oceano durante a maré alta. Historicamente, Bubaque tem muita influência européia através dos colonizadores alemães que ali estiveram antes da Primeira Guerra Mundial e pelo Governo Português que reteve ali atividades muito importantes em sua colonização.

Foto do site: http://kurtviagens.blogspot.com
Pregar em Bubaque é um grande desafio, pois as comunicações com Guinné-Bissáu só são possíveis através de canoas e ou pequeno barcos. Se o missionário não possuir um transporte próprio precisará ter recursos financeiros para pagar as viagens de translado. Todos nós sabemos que recursos financeiros para qualquer missionário é quase um artigo de luxo, pois economizando no que puder ele poderá utilizar o recurso em prol da comunidade.

Foto do site:   flickrhivemind.net  
Não preciso nem citar que o clima numa ilha é outro fator de grande importância. Quando falamos sobre as “Ilhas Salomão” no culto realizado em novembro de 2009, as ilhas tinham acabado de sofrer um Tsunami. Estavam totalmente arrasadas com barcos em grandes avenidas, igrejas destruídas, casas arrasadas e uma população sem ter nem como armar as tendas de abrigo por conta da lama. Agora, lembrei-me do Japão. 

Bem... Por isso, em artigos anteriores, eu postei que um missionário precisa conhecer o clima do local para aonde vai, profundamente... Afinal, dependendo desta localidade, podem aparecer maremotos, terremotos, avalanches, inundações, tormentas ou tornados. O clima para quem mora numa ilha é sempre muito importante. Principalmente em Bubaque. Esta ilha possui um clima do tipo subtropical, em que as chuvas são abundantes. Para se ter uma ideia, durante a estação das chuvas que vai de maio até mais ou menos o mês de novembro... Só se vê água caindo do céu. Em compensação, quando o clima é quente, a temperatura chega a 33ºC durante a estação seca.

A maior parte da ilha de Bubaque é coberta de palmeiras e outra parte é do tipo floresta. As árvores são consideradas centros sagrados para as cerimônias religiosas, principalmente as de grande porte. Agora, lembrei-me do filme Avatar. Entre as florestas há muitas tabancas, (aldeias, lugares sagrados): Bijante, Enem (não é a prova de Ensino Médio hein galera), Ancadona, Anhimango, Charo, Ancamona, Etimbato, Ambanha, Agumpa, Ancabas, Bijana e Bruce. As Tabancas ficam próximas as florestas por sua importância em ser autônoma para realizar as cerimônias de iniciação.

A populaçãotem sua vida econômica na própria ilha cultivando alimentos e criando animais além da pesca. Os Bijagos são agricultores e passam a maior parte do tempo, entre Abril e Dezembro, no trabalho do campo e os restantes dos meses na pesca, na reparação da casa e na realização das cerimônias. São muitos religiosos, mas idólatras de deuses de sua cultura familiar.

Foto do site: blogueforanadaevaotres.blogspot.com
Foto do site: flickr.com
A população tem um meio de angariar dinheiro muito peculiar. Os homens cortam o mato e queimam-no. As mulheres semeiam, defendem as culturas dos macacos e dos pássaros e por fim fazem as colheitas. Os amendoins e os feijões, juntamente com o óleo de palma e as aves domésticas, são os meios usuais para adquirir o dinheiro necessário à compra de roupas e pagamento das taxas anuais governamentais. As palmeiras de óleo servem dois objetivos na economia bijago. Um deles é o fornecimento do vinho como  uma bebida alcoólica normal e barata para as cerimônias religiosas, ofertas e festas. O outro é o fornecimento de um óleo avermelhado usado em quase todos os pratos da cozinha bijago.

Os Bijagos ao cultuarem seus deuses, matam o gado em cerimônias religiosas que requerem o sangue de uma vaca ou de um boi. Porcos são utilizados nas cerimônias religiosas das mulheres, embora também possam ser vendidos a dinheiro. As galinhas são necessárias também, porque nenhuma cerimônia pode começar sem a morte de pelo menos, uma delas. 

Foto do site:  blogueforanadaevaotres.blogspot.com
Os Bijagos são os melhores entalhadores da Guiné-Bissau. Uma atividade mais secreta, que somente poucos artistas têm a capacidade e o conhecimento para realizá-la. Seus dotes são transmitidos secretamente de uma para outra pessoa. O artista pode isolar-se e submeter-se a cerimônias especiais de purificação, de modo a produzir obras e símbolos. Todos os artistas, quando cortam a madeira, ainda se aproximam das árvores com certo temor e reverência, oferecendo vinho e aguardente e ovos ao espírito que habita na floresta.

Obs.: Muitas destas informações foram obtidas através do e-mail enviado pelo Pr. Adenoelio. 

Outras fontes: as fotos que não pertencem ao pastor e que não me foram enviadas por e-mail possuem suas origens nas legendas.

 Informações adicionais obtidas no site:



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