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5 de dezembro de 2011

ANTROPOLOGIA EM MISSÕES.


Todo pessoa que almeja ser missionário ou que recebeu o “Chamado” missionário precisa de duas coisas essenciais para exercer este ministério: treinamento e saber como se comunicar com as pessoas. 

O candidato a missões precisa entender as pessoas. Muitos missionários não conhecem o povo e a cultura para onde foram enviados. O estudo da Antropologia se faz necessário, pois contém ferramentas teóricas para o trabalho prático missionário, trazendo conhecimentos que levantarão algumas tentativas para estratégias a serem usadas nas hipóteses para a prática missionária.

Um missionário nunca é missionário só porque recebeu a unção e foi enviado. O missionário se faz missionário quando vai para uma cultura diferente da sua com a capacidade de conhecer e interagir com essa cultura. É muito importante que este missionário não ofenda a cultura local. O Apóstolo Paulo sabia reconhecer costumes e tradições e as usava como estratégia para uma ação em suas viagens missionárias.

O estudo da Antropologia é muito importante num seminário ou curso de missiologia, pois ajuda na adaptação cultural e contribui com as missões na medida em que capacita os missionários a se comportarem dentro do contexto próprio do povo a qual foram inseridos. 

Querer que os próprios valores comandassem o dia-a-dia sobre o povo é um erro fatal. O ideal é que o missionário se adapte ao modo cultural desde que não entre em conflito com o evangelho. É importante que ele reconheça a diferença da cultura, e a partir desse reconhecimento, comporte-se adequadamente de maneira coerente. A Antropologia ajuda a amenizar o impacto cultural vivenciado pelas famílias missionárias.

O missionário não deve aceitar os fatores culturais que são contrários a Palavra de Deus. O missionário ao pregar o evangelho de Jesus pode vir a encontrar conflitos, tendo em vista as outras religiões existentes no meio do povo. Aí o que vai entrar é a “batalha espiritual”, em que precisará ser fiel pelo evangelho de Cristo, e não poderá aceitar nenhum tipo de sincretismo ou mistura. A sã doutrina deve ser defendida a todo o momento.

Não fazemos aqui exaltação de uma religião sobre a outra. Não é isso! Apenas precisamos ficar atentos para avaliar da melhor maneira todas elas, segundo nosso critério de verdade e justiça, desde que não sobrepúnhamos na aceitação de valores morais absolutos, qualquer que seja a cultura em questão.

Outra situação que se precisa ter atenção é quanto à língua local, onde há o perigo da contextualização, quando tentamos traduzir uma mensagem na língua local e na cultura do povo. A tradução deve ser feita muito meticulosamente, porque a língua e a cultura do povo tendem a distorcer o verdadeiro conteúdo da evangelização. 

Se não tivermos cuidado, o Evangelho pode ser convertido à cultura. Por isso, é preciso fazer isso com critério, respeitando os costumes, tradições e hábitos do outro povo evitando situações constrangedoras. Enfim, devemos aceitar o que parece estranho e não questionar o que não compreendemos, mas realizar o diálogo... SEMPRE!


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