Participe e nos ajude a levar doações aos nordestinos em janeiro de 2018!

Participe e nos ajude a levar doações aos nordestinos em janeiro de 2018!

QUAL É A SUA DESCULPA?

QUAL É A SUA DESCULPA?
Faça Missões! Obedeça a Ordem de Jesus Cristo.

Seguidores

O que você procura?

31 de agosto de 2011

AVIVAMENTO MISSIONÁRIO E DESPERTAMENTO DE CHAMADO AINDA EXISTEM?

FOTO GOOGLE

Falar de Missões é sempre muito delicado. Nem todos compartilham a mesma visão. Alguns acham que seu ponto de vista é o correto e que o do outro deve ser descartado, pois o outro não possui as experiências e lideranças que aquele tem. Nossa intenção com este texto não é dizer que temos a razão absoluta, mas despertar em todos que trabalham com missões... Aquele ardor missionário dos anos 90, para que juntos possamos fazer do Século XXI – Um celeiro de despertamento de “Chamados”.

Só que não conseguimos aceitar. Simplesmente, não conseguimos ouvir algumas pessoas falarem de Missões com tanto descaso e rejeição, por conta de alguns testemunhos mal dados que ouviram. Tomaram aquele momento ruim como universal e banalizaram o real sentido da obra missionária. Acabam vendo Missões como se fosse um conto de fadas.

Então, incomodados, nós escrevemos este artigo que pensamos ser um dos mais importantes que já postamos aqui no UMA VISÃO MISSIONÁRIA. E, antes de iniciarmos de fato nossas críticas e tentativas de solução ao problema de “Avivamento Missionário” na igreja de hoje, devemos dizer que quando eu, Patrícia Telles, aceitei a Jesus em 1993 e no ano seguinte tive meu primeiro contato direto com um Congresso Missionário, percebi que era isso que ardia em meu coração... Avivamento! Despertamento de “Chamado”, necessidade de treinamento e estudo da Palavra de Deus sem esquecer de oração e jejum para vencer as “Batalhas Espirituais”. Esse é o foco do nosso blog.

Os Anos 90 foi uma época em que muitos foram despertados para realizar Missões não só aqui no Rio de Janeiro, mas em muitas regiões do Brasil e do Mundo. O Brasil, naquela época, tornara-se uma referência no envio de missionários. Era chamado de “um dos maiores celeiros missionários do mundo”. Entretanto, hoje, que temos a tecnologia a nosso favor, ajudando no envio de missionários ao interior do Brasil e ao exterior... Temos um regresso, uma falha, uma tristeza... Uma baixa significativa no despertamento missionário, pois não conseguimos fazer os membros de nossas igrejas entenderem que precisamos deles como obreiros nesta obra. Não há mais recrutamento por decisão própria, por “chamado de Deus”. Há recrutamento por qualidade de profissão e olhar do líder na necessidade do envio.

Teria sido um modismo o despertamento dos Anos 90? Já lemos livros, participamos de cultos missionários, conferências e congressos e nem de perto, conseguimos enxergar o recrutamento de obreiros com a facilidade de antigamente. Seria uma crise de vocação? Ou não se fala mais em vocação e sim em “financiamento” dos que lá já estão? E aí, nós do UMA VISÃO MISSIONÁRIA estamos nessa situação, porque nosso espaço divulga os missionários que já estão no campo de ação, mas pouco falamos de preparação de obreiros. Preparação esta que se dá em bons seminários.

Sinceramente, não há mais qualidade em muitos seminários e dizemos isto baseados em informações de amigos que já fizeram. De amigos que fazem e que querem fazer um estudo Teológico. Poucos possuem estrutura espiritual e bíblica para estarem em funcionamento. A reclamação é a mesma: os Seminários se multiplicaram, mas a qualidade baixou muito e o preço é absurdo em muitos deles que deveriam ser acessíveis a todos. Parece que perderam a visão da preparação, porque começaram a atender às necessidades dos que se inscrevem. Se eles trabalham ou estudam durante o dia, seminário para eles deve ser à noite. O problema é que o tempo reduzido reduz a qualidade de treinamento e tudo fica muito no teórico. Muitos alunos não entenderam o “chamado”, mas fazem seminário por status... Para receberem uma “promoção” de cargo em suas igrejas, para serem honrados por onde passarem... O despertamento vocacional... Não conhecem apesar de ainda existir em nosso meio cristão.

Com isso, vários seminários teológicos ampliaram seus cursos noturnos para adequar a procura destes candidatos a “viver” Missões. As organizações de treinamento sofrem para levantar candidatos ao envio missionário, porque muitos deles saem despreparados de alguns destes seminários. Muitos querem só o Diploma e nem de perto anseiam estar no contexto real de Missões. Quando são direcionados por seus líderes vão por obediência e não porque sentiram o “Chamado”.

O que me parece é que muitos de nós esquecemos que recebemos a ordem do “IDE”. Ordem que é para todo membro de igreja, quer seja ele um profissional, um obreiro - pregador da Palavra de Deus – ou um novo convertido, pois o chamado ministerial é uma realidade bíblica que não deve ser contestada. Só que basta conversar com muitos membros de nossa igreja (não todos) e de outras igrejas também, para se perceber que o conceito errado continua: “Missões é um assunto chato!”, “Missões é perda de tempo em nossos dias.”, “Não aceito como organizam Missões nas igrejas”. Frases como estas que nós ouvimos, não de um, mas de vários obreiros e dirigentes de congregação de vários lugares... Inclusive do ministério de minha igreja. Uma visão freada pelo “Eu sei o que estou falando”!

E de quem é o erro? Sinceramente, não queremos saber! Só queremos despertar em nós e em você: uma visão crítica sobre este assunto e, ao mesmo tempo, uma visão missionária baseada em “despertamento de chamado”, para que possamos parar de achar só o nosso umbigo e passarmos a olhar missões como uma ordenança bíblica do “IDE”... Um sinônimo de evangelismo eficiente e não de arrecadação de dinheiro inadequada.

As igrejas e quando dizemos igrejas (não se leiam todas) vivem um cotidiano muito surreal. Ficam presas a evangelismos comuns como o de simplesmente entregar um folheto. Só que até para entregar um folheto, você precisa conhecer o conteúdo que se encontra nele. Já participamos de evangelismo que a vontade era de voltar para casa. Primeiro: não havia estratégia. Segundo: tinha hora marcada para acabar e terceiro: quando uma alma pedia ajuda... O líder do evangelismo não sabia o que fazer. Isso, em nossos dias... É inadmissível.

Estes problemas acontecem, porque se vive no contexto local sem prestar atenção à cultura popular. É mais fácil colocar a Bíblia debaixo do braço e entregar um folheto sem olhar para trás do que parar para conversar com a pessoa que lhe dê chance de explanar o conteúdo. Da mesma forma que o candidato a Missões prepara-se com estudos transculturais para entender o local para onde será enviado, o participante de evangelismo local deve conhecer a cultura do bairro ou vizinhança a qual sua igreja está inserida.

Tudo isso tem a ver com “despertamento de chamado”. Precisamos de missionários que saiam de suas comodidades e se dediquem integralmente a cumprir o “chamado” em lugares onde ninguém está, porque para evangelismo local sempre haverá um membro de igreja disposto a participar. A perspectiva vocacional missionária no âmbito transcultural não pode morrer. E para isso, a tarefa missionária é para todo cristão. Não é preciso ser seminarista, nem ter participado de um culto avivalista. Somos todos responsáveis pela proclamação do evangelho de Jesus. A vocação missionária acontecerá naturalmente em quem tiver o “chamado” para ser enviado pela igreja.

O importante é que não se tenha missões como um modismo, pois os testemunhos serão vistos como chatos e os cultos missionários acabarão em monotonia nas igrejas, costumes sem direção espiritual, sem visão... Causando o desconforto de muitas pessoas ao se lembrarem de missionários que deixaram em nossos púlpitos um testemunho que mais parecia um desespero de comunicação. 

Como assim? Imagine-se num encontro missionário. Você quer ouvir as experiências daquele que veio de longe, que veio “inspirar” alguém a tornar-se um missionário internacional. E de repente, você se frustra, pois alguns só falam em tragédia, em sofrimento, em dificuldades e privações de conforto. Isto é, em vez de exaltarem as coisas boas que lá viram... Se prendem as experiências que o Senhor reservou a ele e que não quer dizer que vá acontecer com todos. Uma experiência negativa que em vez de inspirar e despertar o seu “chamado” lhe faz recuar e desistir do treinamento.

Ser missionário não é status como alguns pensam. Trabalhar com Missões não é só arrecadação financeira, apesar de a mesma ser altamente necessária para manutenção de obreiros em lugares distantes. Ser missionário é comover pessoas. É inspirar vidas a conhecerem o Senhor Jesus. É buscar meios de levar ações sociais aqueles que não podem tê-las por conta do local a qual estão inseridos. Isto é ser missionário. É ter uma visão da proclamação do evangelho de forma simples e eficaz, de modo a não criar crises de interesse ou prioridades que possam afetar aquele que anseia desenvolver o “chamado” uma vez que foi despertado pelo Espírito Santo de Deus.

Lemos uma citação que repito muito e que a deixarei entre aspas: “a maioria dos problemas da igreja brasileira tem sua raiz no dinheiro”. É verdade! O pastor pode ter visão missionária, mas se a igreja não contribui com o crescimento de Missões... O investimento é ligado à falsa moralidade. As igrejas de hoje em dia não se preocupam muito com Missões. Talvez, a igreja sede de algumas até tenha esta visão, mas as suas filiais estão longe de acompanharem tal pensamento e acabam por distorcer o trabalho de líderes de missões que tentam desempenhar um bom trabalho. Tudo por falta de comunicação. Por falta de “avivamento missionário”.

O trabalho missionário acaba sendo visto como uma ação secular ao espiritual da igreja. Quanto na verdade, deveria ser visto como um ato prático da ordenança do “IDE”. Os discursos que ouvimos em congressos missionários atuais estão longe de serem parecidos com os que ouvíamos nos anos 90. Os de agora, não visam mais despertar “chamados”, e sim expor situações de experiências do pregador e em arrecadar ajuda financeira para o mesmo.

Os discursos não oferecem alternativas vocacionais. Não mobilizam voluntários. Não expõem treinamentos. Não possuem intenção de preparar novos vocacionados. Seus discursos são... “Sou missionário (a) em tal lugar...”, “Tenho experiência em tal situação...”. O tal congresso acaba sendo um avivador de crentes e não um “despertamento de chamado” ou “avivamento missionário” aos que precisam conhecer Jesus. Eles que esperem não é mesmo? “Eu não vou. Eu não tenho o chamado. Isso não é para mim.” Uma pena!

Enquanto nos Anos 90, o Brasil era considerado um “celeiro de missionários”, hoje, início de Século XXI, o Brasil corre um grande risco de ser reconhecido como um país que não oferece alternativa vocacional ao celeiro que possui. O Senhor Deus ainda deseja chamar seu povo. O Senhor Jesus deixou clara essa intenção através do “IDE”. Precisamos apresentar propostas mais claras, mesmo em nossas fragilidades e limitações financeiras. Os irmãos, membros de igrejas, precisam ouvir sobre Missões de forma mais direta e acessível às suas realidades. As oportunidades missionárias devem ser levadas ao púlpito de forma clara. Só assim, a vocação aparecerá.

Se os congressos missionários forem eficazes nesta premissa... Com certeza, o “avivamento missionário” voltará com mais força e tornar-se-á um “despertador” de talentos. Desenvolverá de forma responsável com seus treinamentos, o talento de pessoas que foram “chamadas” a desenvolverem a sua vocação missionária. O envolvimento evangelístico só terá a ganhar e o conhecimento transcultural tornar-se-á referencial neste processo para acabar com a “crise” vocacional que se instalou em nosso meio.

Concluímos, dando os parabéns aos pastores presidentes que não deixam Missões morrer em suas igrejas e implorando ao Senhor Jesus que os ilumine com discernimento para que reconheçam as ervas daninhas que comprometem seus ministérios. Só assim, os congressos missionários terão avivamento eficaz no despertar do “chamado” missionário. Pois, assim como o Senhor chamava antigamente, Ele continua chamando agora. Setembro, mês de Missões no Brasil e no Mundo, que façamos deste mês o reinício de um verdadeiro “avivamento missionário”.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

RESPEITE OS CRÉDITOS!!!

Por favor, respeite os direitos autorais e a propriedade intelectual (Lei nº 9.610/1998). Você pode copiar os textos para publicação/reprodução e outros, mas sempre que o fizer, façam constar no final de sua publicação, a minha autoria ou das pessoas que posto aqui e que, muitas vezes, aqui escrevem. Afinal, algumas postagens do "Blog Uma Visão Missionária" trazem imagens de fontes externas como o Google Imagens e de outros blog´s.

Se alguma for de sua autoria e não foram dados os devidos créditos, perdoe-me e me avise (pahesa.andrade@gmail.com) para que possa fazê-lo. E não se esqueça de, também, creditar ao meu blog as imagens que forem de minha autoria.

Projeto MICRI e a Expedição Missionária Piauí

Chamado Missionário?

Aniversário do Blog!